Notícias

Ainda é comum tirar as amígdalas por infecções frequentes? Se elas são orgão de defesa, não é perigoso removê-las?

Os riscos da amigdalectomia (remoção das amígdalas) não incluem a perda das defesas da pessoa. Amígdalas que sofreram muitas infecções são amígdalas doentes que não servem mais como orgão de proteção. Outras regiões do corpo, gradativamente, acabam substituindo a função da amígdala. Perda da proteção do organismo não deve ser uma preocupação ao se optar pela remoção da amígdala.    
Os riscos maiores da cirurgia incluem o risco da anestesia geral e o da hemorragia. A mortalidade é baixísima mas existe e é relatada sua ocorrência entre 16.000 a 35.000 cirurgias.
O risco  de sangramento fica em torno de 1% a 5%. Isso significa que há 95% a 99% de chance de não haver hemorragia, porém, há 1% a 5% de chance de isso ocorrer. A hemorragia pode ocorrer semanas após a cirurgia e se não tratada adequadamente pode levar a complicações e raramente a morte. Pode haver hemorragia independente do tipo de técnica cirúrgica e mesmo com os melhores cirurgiões. Já sabemos que sangramento após a cirurgia de amígdalas, quando ocorre mais de 24 horas após a cirurgia, não tem relação com a técnica cirúrgica.      
Há outras possiveis complicações mais raras como alteração da voz que pode se tornar anasalada de forma permanente. Pequenas alterações na voz são comuns e normalmente duram menos de 30 dias.  
Cada paciente deve ser avaliado individualmente e deve se comparar os riscos e benefícios da cirurgia. A tendência é se fazer cada vez menos a remoção das amígdalas em pessoas com amigdalites de repetição.